sábado, 10 de março de 2012

ELEIÇÕES 1982 - RIO GRANDE DO NORTE


GOVERNADOR
JOSÉ AGRIPINO MAIA – PDS – 389.924
ALUIZIO ALVES – PMDB – 289.572
VICENTE CABRAL DE BRITO – PTB – 441
RUBENS LEMOS – PT – 3.207
SENADOR
CARLOS ALBERTO DE SOUZA – PDS – 304.138
ULISSES BEZERRA CAVALCANTI – PDS – 77.901
ROBERTO FURTADO – PMDB – 128.769
ODILON COIUTINHO – PMDB – 123.769
OLAVO MONTENEGRO – PMDB – 12.243
JOSÉ. DUDA DA ROCHA – PTB – 414
ELIZIEL B. DA SILVA – 2.990
DEPUTADOS FEDERAIS
JOÃO FAUSTINO FERREIRA NETO – 79869
JESSÉ PINTO FREITE – 69039
ANTONIO FLORENCIO DE QUEITROZ – 47017
VIGOLVINO WANDERLEY MARIZ – 63242
IBERÊ FERREIRA DE SOUZA – 24510
ANA MARIA FARIA MONTENEGRO CAVALCANTI – 24510
LEODÉCIO FERNANDES NÉO – 13336
ANTONIO FILGUEIRA DE OLIVEIRA – 8896
FRANCISCO DE OLIVEIRA ROCHA – 301
RONALDO FERREIRA DIAS – 190
HENRIQUE ALVES – 102.055
JERÔNIMO VINGT ROSADO MAIA - 43421
ANTONIO SEVERINO DA CÂMARA FILHO – 39855
AGENOR NUMES DE MARIA – 21956
FRANCISCO ASSUNÇÃO DE MACEDO – 25183
FRANCISCO ASSUNÇÃO DE MACEDO – 21956
EUSTÁQUIO JOSÉ DE ANDRADE LUCENA – 19111
FRANCOIS SILVESTRE DE ALENCAR – 17852
ERIVAN SANTIAGO FRANÇA – 16529
JOÃO FREDERICO ABETT GALVÃO – 13160
GILENO GUANABARA DE SOUZA – 10474
FELINTO RODRIGUES NETO - 424
PAULO AFONSO LINHARES – 911
GERALDO GUEDES DA SILVA – 738
ALDEMIR LEMOS NEVES – 707
CEZÁRIO BATISTA DA CRUZ – 503
DEPUTADOS ESTADUAIS
LEÔNIDAS FERREIRA – 24051
JOSÉ JANILDO BELMONT – 20297
CARLOS AUGUSTO DE SOUZA ROSADO – 20297
RAIMUNDO NONATO PESSOA FERNANDES – 19678
KLEBER DE CARVALHO BEZERRA – 15793
MÁRCIO DJALAM CAVALCANTI MARINHO – 15786
JOSÉ MARCILIO FURTADO – 15037
GETÚLIO REGO – 15037
ANTONIO WILLY VALE SALDANHA – 13621
JOSÉ FERNANDES QUEIROZ – 13446
JEOVÁ CARNEIRO ALVES – 10802
VIVALDO SILVINO DA COSTA – 20911
NELSON QUEIROZ – 19848
AMARO DE SOUZA MARINHO FILHO -11270
RUI PEREIRA JÚNIOR – 9947
JOÃO NEWTON DA ESCOSSIA – 9601
RAIMUNDO HÉLIO FERNANDES - 9793
JOSÉ DE ANCHIETA - 9586
BITAMAR FERREIRA BARREETO – 9496
JOSÉ ADÉCIO COSTA – 8699
EDGAR MONTENEGRO – 8758
CLEDIONOR FRANCISCO DE MENDONÇA – 8291
DARY DE ASSIS DANTAS – 7782
FIRMINO GOMES DE CASTRO – 7337
HÉLIO CÂMARA DE CASTRO – 6148
JOSÉ LÚCIO RIBEIRO FILHO – 7337
FERNANDO PIRES HOMEM SIQUEIRA 4546
ANTONIO RODRIGUES DE CARVALHO – 4098
OTÁVIO OSVALDO GARCIA - 3103
NELSON SILVEIRA DE VASCONCELOS – 3657
GILBERTO EDINOR CABRAL AVELINO - 2311
OSEAS CARLOS ANDRÉ ALMEIDA LOPES O CANTOR MOSSOROENSE CARLOS ANDRE - 2140
FRANCISCO AIRES PESSOA – 1317
GARIBALDI ALVES FILHO -63895
LUIZ ANTONIO VIDAL – 19095
RUI BARBOSA 17498
JOSÉ PATRÍCIO DE FIGUEIREDO JÚNIOR – 17465
JOSÉ DANTAS CORTEZ – 14556
MANOEL TORRES – 13349
MÔNICA DANTAS – 12977
PAULO DE TARSO PEREIRA FERNANDES – 11868
MANOEL MONTENEGRO NETO – 7501
MANUEL MÁRIO DE OLIVEIRA – 7392
FERDINANDO JOSÉ DE ARAÚJO TEIXEIRA – 6215
ALDO DA FONSECA TINOCO – 4133
RIVALDO FERNANDES PEREIRA – 4056
MANUEL MAXIMIANO – 3841
MANUEL LIMA DUARTE – 3334
JOSÉ DWE ANCHIETA COSTA LIMA – 3182
JOSÉ JOSINO DE MEDEIROS – 3045
FRANCISCO DAS CHAGAS MACEDO DE COUTO – 2823
JOSÉ MARTINS DA SILVA – 2601
ANTONIO QUIRINO BEZERRA – 2412
CORONEL DA PMRN ARY MEDEIROS DE AGUIAR – 1837
FRANCISCO DE OLIVEIRA DA SILVA – 1559
PORFIRIO DE ARAÚJO – 1549
ETELVINO PEREIRA DA SILVA – 1123
WASHINGTON LUIZ FERNANDES – 1085
AIRTON DE AZEVEDO ABOTT GALVÃO – 1018
ABINIO ARRUDA – 841
ANTONIO FERNANDES PIMENTA – 683
JOSÉ GERALDO RODRIGUES DE MEDEIROS – 633
EDSON DIAS – 582
RAIMUNDO BARBOSA DE SOUZA – 365
OSÓRIO ALMEIDA DE OLIVEIRA – 309
CARLOS ALBERTO MACHADO LAVOR – 304
ITAMAR MANSO MACIEL – 280
VALDEMAR FRANCISOC FERNANDES – 238
ANTONIO RIBEIRO CRUZ – 166
DOMINGOS BARBOSA PEIXOTO -101
ANTONIO ULISSES DE CARVALHO – 14
JOAQUIM CRISPIANO NETO – 1444
FRANCISCO FERREIRA DA SILVA - 496
LINCOLN MORAIS DE SOUZA – 635
LAURO DE ALMEIDA - 224
FRANCISCO PEDRO FERNANDES – 141
ARNAUDO RODRIGUES DE SOUZA SOBRINHO – 129
HERMANO PAIVA DE OLIVEIRA
FONTE: ELEIÇÕES – 82/85 – RIO GRANDE DO NORTE, DE ARISTIDES SIQUEIRA NETO

sábado, 24 de julho de 2010

O PRIMEIRO VOTO FEMININO NO BRASIL

Extraído do artigo "A Primeira Eleitora do Seridó era de Acari"

Blog de História, domingo, 19 agosto, 2007 - Pesquisador Rostand Medeiros
(http://rostandmedeiros.uniblog.com.br/236706/a-primeira-eleitora-do-serido-era-de-acari.html)

Entre outros marcos de pioneirismo na interessante história do Estado do Rio Grande do Norte, nas primeiras décadas do século aconteceu no estado, uma forte campanha para ser concedido legalmente o direito das mulheres terem o direito ao sufrágio universal, o que levaria as mulheres norte-riograndenses nas primeiras eleitoras a votar no Brasil e na América do Sul. Para que esse direito se tornasse realidade foi fundamental a participação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, através da sua presidenta, a cientista brasileira Bertha Lutz, o senador potiguar Juvenal Lamartine de Faria, que sempre defendeu a idéia do voto feminino, e o seu amigo, o Governador José Augusto Bezerra de Medeiros. Oficialmente, em 27 de outubro (1925) foi sancionada pelo Governador José Augusto e referendada pelo então Secretário Geral, Anfilóquio Câmara, a lei nº 660 que “Regula o Serviço Eleitoral do Estado”, onde no artigo 77 das Disposições Gerais estava escrito “No Rio Grande do Norte poderão votar e ser votados, SEM DISTINÇÃO DE SEXO, todos os cidadãos que reunirem condições segundo a lei”. Para votar, as mulheres necessitariam ser maior de 21 anos, ter uma profissão que lhes garantisse renda, não ser analfabeta, nem estar vivendo na mendicância e não ser religiosa com voto de obediência. A lei logo repercutiu fortemente na Câmara dos Deputados, no Rio Janeiro, e em pouco tempo a notícia corria todo o Mundo, sendo aclamada em vários jornais feministas. Imediatamente algumas mulheres buscaram o seu alistamento e coube a Mossoró a honra de ter a primeira mulher oficialmente alistada e a primeira a receber um título eleitoral na América do Sul: a professora Celina Guimarães Vianna, com 29 anos, que teve seu alistamento eleitora publicado no Diário Oficial, em 25 de novembro. Sua conquista foi notícia em todo Brasil e teve seu nome registrado em vários jornais do exterior, abrindo caminho para a adoção do voto feminino em outros países, especialmente da América do Sul. Logo depois, na Argentina, mais precisamente na província de Santa Fé, movimento igual ao ocorrido em terras potiguares se repetiria, tornando a nação platina à segunda no continente a sufragar o direito do voto feminino. No dia 29 de novembro, Beatriz Leite de Morais, também de Mossoró, teria a publicação do seu alistamento no Diário Oficial e se tornaria a segunda eleitora inscrita. A professora Julia Alves Barbosa, em Natal, a 1de dezembro, foi a primeira eleitora da capital e a terceira do estado com a publicação no Diário Oficial. Em Acari, a professora Marta Maria de Medeiros, de 24 anos, nascida e morando na Fazenda Rajada, filha do fazendeiro e coronel nomeado da Guarda Nacional Joaquim Paulino de Medeiros e de Maria Florentina de Medeiros, foi publicada oficialmente no dia 10 de dezembro (1927), tornando-a a quarta eleitora do Estado e a primeira da região do Seridó. Na eleição do ex-governador José Augusto para o Senado Federal (1928), das vinte eleitoras inscritas em todo Rio Grande do Norte, quinze exerceram pela primeira vez no Brasil o direito do sufrágio político. Marta Medeiros foi à primeira eleitora oficial do Seridó, porém a primeira mulher a efetivamente realizar o gesto de colocar um voto em uma eleitoral na região, diante dos representantes dos partidos, do Juiz e ter este fato registrado fotograficamente, foi a caicoense Julia Medeiros. No entanto, logo viria a esperada reação e em 18 de maio, a toda poderosa Comissão de Poderes do Senado, cancelou os votos femininos da eleição de José Augusto, para o senado pelo Rio Grande do Norte. Assim as primeiras eleitoras da América do Sul a votar também foram as primeiras a terem os votos anulados. Porém, como a lei 660 dava o direito a votar e ser votado, a Senhora Alzira Soriano venceu o pleito eleitoral para prefeitura da cidade potiguar de Lages (1929), obtendo 60% dos votos, derrotando o Senhor Sérvulo Pinheiro Neto Galvão e tornando-se a primeira prefeita da América do Sul e, da mesma maneira das eleitoras que tiveram os títulos anulados, Alzira Soriano foi a primeira prefeita cassada, mas desta vez pelo movimento revolucionário (1930), que a depôs, juntamente com o governador Juvenal Lamartine. Mas a semente fora lançada e cada vez mais as mulheres conquistariam seus direitos eleitorais neste país.

ELEIÇÕES

Durante o Império, as eleições eram controladas pelo imperador, por meio da Secretaria de estado dos Negócios do Brasil, dos presidentes das províncias e da oligarquia rural. Para garantir a maioria ao governo, as alterações na legislação eram feitas às vésperas das eleições. Todo o processo eleitoral era eivado de vícios e propiciava um sem-número de fraudes
Até 1889, ano da Proclamação da República, era preciso ter uma renda mínima para votar. Mas só em 1875 tornou-se necessário comprová-la. Foi nessa ano que se instituiu o título de eleitor. Depois da Proclamação, o modelo passou a ser o norte-americano. Nas primeiras décadas, conhecida como República Velha, prevaleceu a “ política dos governadores”, em que o presidente da república apoiava os candidatos indicados pelos governadores e estes davam suporte ao indicado pelo presidente nas eleições presidenciais. Esse sistema dependia da ação dos coronéis, que controlavam o eleitorado regional, faziam a propaganda dos candidatos oficiais e fiscalizavam o voto não secreto dos eleitores e a apuração. O resultado quase sempre previsível, ainda poderia ser alterado pela Comissão de Verificação de Poderes do Congresso, que costumava excluir alguns eleitos. Eram as chamadas “degolas”.
Houve uma época em que não havia candidatos. Os eleitores traziam de casa um pedaço de papel com o nome, a profissão e o endereço de qualquer pessoa que gostassem. Em algumas ocasiões, essas cédulas vinham prontas em jornais ou, como ocorriam na região de Barcelona, eram entregues por cabos eleitorais na porta da igreja ou em visita às residências dos eleitores.
O alistamento acontecia no da eleição, quando uma junta fazia a listagem de todos os cidadãos aptos para votar. Era comum o mesmo eleitor votar cinco ou seis vezes em paróquias diferentes. Inclusive também havia o caso em que uma pessoa podia votar por outra.
Durante a votação, o eleitor precisava assinar o próprio nome na cédula. Se não conseguisse, outras pessoas assinavam por ela. Em 1889, o voto foi proibido para os analfabetos. Isso só foi mudado em 1985.
Os eleitores votavam no número de representantes a que cada paróquia tinha direito. Se ela elegia sete deputados, então cada eleitor escolhia sete pessoas. Em 1904, tornou-se possível votar quatro vezes no mesmo candidato.
Também em 1904, determinou-se que o eleitor preenchesse duas cédulas: uma ia para a urna e outra ficava com ele, para que pudesse provar em quem votou.
Entre 1824 e 1880, o voto para cargos legislativos era indireto. Os “votantes” escolhiam os “eleitores”, que elegiam senadores, deputados e vereadores.
Nosso país deu o direito de voto às mulheres em 1932 – 12 anos antes da França e 32 anos antes de Portugal.
Hoje, o Brasil tem merecido da comunidade internacional o reconhecimento pelo esforço em transformar as eleições num processo transparente, justo e que expressa, de forma inequívoca, a vontade do eleitor. Nosso país se orgulha atualmente de Ter um dos sistemas de votação mais eficientes do mundo, contando inclusive, com urnas eletrônicas
Em 1986, instalou-se o recadastramento eleitoral em todo o país com vistas ao início do processo de implantação do voto eletrônico. Dez anos depois, em 1996, foi realizada a primeira eleição utilizando-se do sistema eletrônico de votação em alguns municípios brasileiros, totalizando 32,07% dos votos. Em 1998, 57,62% dos eleitores brasileiros votaram através da urna eletrônica.
FONTE: PORTAL VIRTUAL DE BARCELONA

ANTIGO TÍTULO ELEITORAL

FONTE: PORTAL VIRTUAL DE BARCELONA

Confira à seguir um antigo título eleitoral de 1944. Nessa época, Barcelona ainda pertencia ao município de São Tomé. Só fazia 6 anos que o nosso município tinha ganho o status de vila. As atenções do mundo inteiro estavam voltadas para o desenrrolar dos acontecimentos finais da II Guerra Mundial.

Barcelona só viria a se tornar município em 17 de dezembro de 1958, quando obtém sua emancipação política, por meio da lei nº 2.331 (Diário Oficial do Estado de 28.12.1958) do governador Dinarte de Medeiros Mariz.

Título eleitoral de 1944 (frente)

Título eleitoral de 1944 (verso)

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